História em imagens

Dr. Francisco Antonio Tozzi e Filomena Pulino Tozzi os iniciadores da clã Tozzi que, inseridos no processo histórico que caminhava no Brasil e no mundo, foram os empreendedores principais da criação desta importante Estância que hoje é a "Capital Termal do Brasil".

Aqui vemos quase todas as obras realizadas no período Tozzi. Em 25 anos, sob sua liderança, ele criou uma Estância internacionalmente famosa. Isto graças ao seu espírito empreendedor e visão de futuro.

A piscina construída pelo Dr. Tozzi em um momento de algum even-to. Quem sabe a sua própria inauguração com a participação da campeã mundial de natação: Maria Lenk (início da década de 30).

Localizava-se no atual Bairro dos Moreiras.

Aqui vemos a parte detrás da Rua Santo António, onde hoje fica o Hotel Majestic. Dr. Tozzi criava carneiros, vacas, galinhas, etc. Também tinha um tanque para criar peixes. Para alimentar todos seus hóspedes e empregados, Dr. Tozzi man- tinha uma estrutura bastante funcional e, para organizar tudo isso, ele possuía funcionários de alta confiança e de muita responsabilidade.

Próximo ao pomar, criava patos, aproveitando as inúmeras minas de água mineral. Tudo servia para abastecer seus hotéis.

Foto muito rara de uma exposição de frutas, água mineral, vinhos, etc, com propaganda terapêutica de nossa mineral com seus tratamentos. Dr. Tozzi achava que a radioatividade de nossa água tinha um efeito especial na produção das frutas em nossa Estância.

Notem o tamanho da pera. Fruto do seu trabalho de pesquisa, insistindo no aprimoramento de um fruto sempre maior e saboroso. Não foi por acaso que ganhou vários prêmios em suas exposições em São Paulo.

Dr. Tozzi, certamente, gostava de fotografias para deixar documentado seus belos e saborosos frutos. Aqui vemos com os figos, orgulhoso pelos seu tamanho, comprovando que suas águas tório-radioativas tinham um certo efeito em suas frutas.

Impressionante: veja quanto mamão num só pequeno pé. Notem que, pelo costume europeu, Dr. Tozzi andava sempre bem vestido: terno, gravata, colete, chapéu. Mesmo quando estava no pomar, aprimorava-se pela sua elegância.

Um pequeno pé de pera e vejam quantas frutas. Dr. Tozzi agia como se fosse um pesquisador, com suas experiências. Conta-se que usando o método de enxerto colhia, de um mesmo pé de laranjeira, laranja-lima, limão vinagre e laranja baiana.

Nota-se nesta foto, o orgulho do Dr. Tozzi em mostrar o enorme fruto em sua mão. Que fruta será essa?

Pés de laranja carregados e o Dr. Tozzi expondo um de seus frutos. Conta-se que chegou a levar uma árvore inteira para exposição.

Embora os muitos afazeres do Dr. Tozzi, ele tinha um cuidado muito grande com suas frutas. Nas árvores vemos um enorme fruto, possivelmente um pé de grapefruits ou de pera. Dr. Tozzi levava seus belos frutos para exposições em São Paulo, chegando a receber vários prêmios pelas suas qualidades.

Dr. Tozzi aguava suas frutas e verduras com a água mineral e, por isso, suas frutas apresentava uma qualidade superior as demais.

A bem cuidada horta do Dr. Tozzi, hoje na Vila Assumpção Neto, logo após a Escola com seu mesmo nome, abastecia seus hotéis e funcionários.

Aqui vemos os vários e bem cuidados canteiros de verduras. Acima, no casarão ficava a oficina mecânica, mais abaixo a marcenaria.

Chácara e pomar do Dr. Tozzi para abastecer seus hotéis. Produzia-se verduras, legumes e frutas, como peras, maçãs, pêssegos, figos, uvas, castanhas, grapefruits, mangas, abacates, laranjas, bananas, etc.

Os principais funcionários do Dr. Tozzi, da esquerda para a direita: Sr. Humberto Avancini (do Bazar), Sr. Aristídes (gerente das termas) e Sr. Américo (além de músico, orientava os banhos, fabricava sabonete, etc)

Dr. Tozzi gostava de música, porém nunca após às 22 horas. Para o entretenimento dos hóspedes, mantinha aquilo que ele chamava de JAZZ BAND GLÓRIA, sob a batuta do Sr. Américo Páscoli.

Na Rua Santa Beatriz, Dr. Tozzi construiu sua residência. Espaçosa e confortável casa, muito admirada na época. Na década de 50, foi residência do Sr. "Dau" Pelatieri com sua enorme família.

A agência do correio. Na década de 50, esses imóveis se transformaram em residências para os empregados do Hotel Glória.

Eram construções simples, mas que atendiam as necessidades de uma Estância que crescia. Além destas repartições, Dr. Tozzi mantinha em outro local: fábrica de gelo, ferraria, serraria, marcenaria, olaria, rede telefônica e usina elétrica, oficina mecânica, etc.

Do lado esquerdo do Hotel Glória, parte antiga do Hotel Catete, mais acima, várias repartições da estrutura da empresa Tozzi: correio, barbearia, bazar e bomba de gasolina.

Aqui vemos, nitidamente, o antigo Hotel Catete, o Hotel Glória, o maior e o mais luxuoso entre todos, o Hotel Preferido e o Hotel Câmara, mais modesto para hospedar pessoas de menos recursos.

A quadra de tênis para os amantes deste esporte, dando uma atividade a mais para os hóspedes dos hotéis do Dr. Tozzi.

Foto da década de 30, já com o Hotel Preferido construído. O hóspede que dormia neste hotel fazia suas refeições no Hotel Glória. Do lado do Hotel vemos a quadra de tênis, para uso somente dos hóspedes.

Início da década de 30 – período Tozzi Hotel Glória, Hotel Preferido, Quadra de tênis, Hotel Câmara, Salas dos banhos e a piscina.

Esta foto, década de 30, mostra os inúmeros turistas que vinham a procura da cura pelo uso criterioso das nossas águas terapêuticas.

Esta foto mostra a construção da torre da igreja e do Hotel Preferido, isto por volta do ano 1927. Hotel Preferido, ainda no início, teve, porém, três pavimentos ao terminar sua construção.

Na década de 30, Dr. Tozzi trouxe a campeã mundial de natação, Maria Lenk, para dar alguma demonstração deste esporte aos turistas.

Acima do nível da piscina havia uns canos de água para pulverizar os banhistas. Algo bem original e que, certamente, tinha alguma função saudável, como sempre quis o Dr.Tozzi.

or ser uma piscina de água mineral terapêutica, a freqüência era muito boa, pois era algo saudável e prazeroso.

A piscina em outra perspectiva, sendo que as cabines para troca de roupa eram bem pequenas.

Letra de "Tardes em Lindóia" foi de autoria do poeta Pinto Martins. Conforme o historiador José Paulo de Campos e Silva, em seu livro, "Guia Histórico de Águas de Lindóia", foi em vão todo o trabalho de pesquisa em torno deste poeta, mesmo pela internet. Nada foi encontrado sobre ele.

Partitura para piano da música "Tardes em Lindóia".

Capa da Partitura "Tardes em Lindóia" OBS: Outros falam em "Tarde de Lindóia", mas não deixa de ser a música símbolo da nossa atual Águas de Lindóia, conforme a Lei Municipal nº 1811 de 1990, iniciativa do vereador Francisco Renzo Pereira Goulart.

ZÉQUINHA DE ABREU Compositor da música símbolo, "Tarde de Lindóia", quando aqui esteve por volta de ano 1929. Dedicou esta linda valsa à Sta. Diva Vita Pulino, sobrinha da D. Filomena Tozzi. A letra desta música é de Pinto Martins. Zéquinha de Abreu nasceu em Sta. Rita do Passa Quatro, no dia 19 de setembro 1880 e faleceu em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 1935, vítima de um ataque cardíaco. Autor de músicas famosas como: Tico-Tico no Fubá, Branca, Bafo de Onça, Doce Mentira, etc.

MÁRIO DE ANDRADE Nascido em 1893 – Morreu em 1947 Poeta, escritor, musicólogo, etc, figura expoente da fase moderna de nossa cultura: literária, pintura, música, etc. Autor da famosa obra literária "Macunaíma", posteriormente passado em filme. Visitou nossa Estância e consta ter feito um artigo em homenagem às nossas belezas, intitulado "Bom dia Lindoya".

Carta do Dr. Ruy Barbosa ao Dr. Alfredo Pujol, explicando a possibilidade de fazer um tratamento nas thermas de Lindoya.

SENADOR RUI BARBOSA Nascido em 1849 – Morreu em 1923 Foi uma das figuras mais importantes da nossa literatura e política brasileira nas últimas décadas do século XIX e início do sécculo XX. Foi considerado um dos homens mais inteligente e culto de sua época. Sofria de problema renal, e, para melhorar sua saúde, tomava e recomendava nossa água mineral. Através de uma carta (11/11/1920) ao Dr. Alfredo Pujol, combinava fazer uma estação de cura nas termas de Lindóia.

Dr. Tozzi, pessoa muito fervorosa e católica, possuía muitos amigos clérigos. Na foto, vários deles, importantes, ligados à administração da cúria católica da nossa região.

Madame Curie com seus 67 anos. Olhar firme e penetrante. Ganhadora de dois Prêmios "Nobel", um de física e outro de química. Uma das primeiras cientístas mulher, recebeu o título de doutora em ciências físicas, pois através de suas pesquisas, junto com o marido, descobriram o polônio e o rádium. Uma das desco-bertas mais importante da época.

Madame Curie no momento em que chega no Hotel Catete, nas termas de Lindóia. Foi recebida pelo Dr. Tozzi e o Sr. Chico Néspoli.

Importante foto dos maiores cientístas do final do século XIX e primeira metade do século XX. No centro, sentado, vemos o maior deles, Albert Eisntein. Também sentada, a única mulher cientísta, Madame Curie.

Madame Curie, ainda jovem, com o cientísta francês Pierre Curie. Aca-baram-se casando em 1895. Ganhadores do premio Nobel de Física, mais tarde, Madame Curie recebeu também o Premio Nobel de Química, 1911. Pierre Curie, em 19/03/1906, distraído, não viu uma carruagem que se aproximava, morre atrope-lado; estava com 47anos.

Pintura da MADAME CURIE, trabalhando em suas pesquisas. Seu nome verdadeiro era Maria Sklodowska e era polonesa de Var-sóvia (n. 7/11/1867). Casou-se c/ ocientista francês Pierre Curie. Descobriram os metais raros: polônio e o rádium. Ela veio para as termas de Lindóia, em 1926 e, após o análise da nossa água, ficou admirada com o seu alto teor de radioatividade.

Dr. Tozzi entre seus amigos médicos. Entre eles, a direita do Dr. Tozzi e sentado, o Dr. Celestino Bourroul, diretor da Faculdade Paulista de Medicina; o primeiro a divulgar sobre as curas pela nossa água (1920).

Carta de aviso de pagamento pela empresa "Indústria Reunidas F. Matarazzo" à Sociedade "Palestra Itália"; valor Rs.120,00 em nome do Dr. Tozzi que certamente era um dos sócios. "tessera": significa carteirinha, carteira ou cartão.

Folheto de propaganda das thermas de Lindoya e seu novo engarrafamento, no período em que o Conde Matarazzo era sócio do Dr.Tozzi.

Uma visão da piscina recém construída, do engarrafamento e no fundo as construções mais antigas feitas pelo Dr. Tozzi.

A Garrafa de água mineral com seu rótulo do primeiro engarrafamento de nossa Estância. A Fonte natural que fornecia a água mineral para o engarrafamento era a FONTE PHILOMENA. Em seu rótulo está escrito as indicações: moléstias do estômago, intestinos, fígado, rins e bexiga. Mais abaixo: Água rádio-activa poderosa de LINDOYA premiada com medalhas de ouro na Exposição de França, New York (Est. Unidos), S. Paulo, Santos e Sorocaba. Empreza Dr. Francisco Tozzi Thermas de Lindoya (Est. de S. Paulo). (década de 20)

Este foi o primeiro engarrafamento da nossa água mãe, ou seja, do Balneário. Chegou a engarrafar 12.000 garrafas de água por mês. Depois foi desativado e passou a ser um Bazar.

Um dos aspectos interessante da piscina, mostrando como eram as cabines para a troca de roupa.

No início da década de 30, iniciou a construção da piscina, com capa-cidade para 700.000 litros, tendo 18 por 25 metros. O piso desta piscina se mantém até hoje, quanto ao resto foi totalmente modificado.

Uma das raras fotos, mostrando os pedreiros iniciando a construção da piscina.

Construção da antiga piscina, final da década de 20.

Área do Balneário, no tempo do Dr. Tozzi, por volta de 1929 a 1930, com o Hotel Glória já terminado.

Panorama da área do nosso Balneário, por volta de 1924. No fundo o Hotel Glória sendo construído.

Trator da firma do Sr. Francisco Matarazzo quando formou-se a sociedade Tozzi-Matarazzo para a construção do engarrafamento, via-bilizando, assim, a comercialização da nossa água mineral. Esta sociedade não durou muito tempo.

Aqui vemos a parte detrás do pavilhão quase terminada.

Na foto vemos o Hotel Câmara e, pegado a ele, ainda em construção a sala das banheiras e o pavilhão bebedouro. No fundo, a Rua Santo Antonio e, mais acima, a plantação de café no morro. (dec. 20).

Dr. Tozzi tinha muitos amigos que o admiravam e aqui vinham passear ou fazer tratamento. Um deles foi o conde Francisco Matarazzo, o terceiro da esquerda para direita, que além de ser seu sócio, foi um grande divulgador da nossa Estância, em vista de suas curas.

O altar de Nossa Sra. das Graças. (por volta de 1930) No teto, as pinturas referentes a passagens bíblicas feitas por dois pintores alemães: Frederico e Luiz, mais o pintor brasileiro, Sr. Murilo Antunes, vindo de Serra Negra. O Sr. Murilo Antunes casou-se com D. Norma Néspoli e aqui tiveram dois filhos: Celso (vetinário e advogado) e Acácio (médico bastante conheci-do em nossa cidade e região).

CAPELA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS Sua fundação data de 05 de Maio de 1918, quando houve a ata de lançamento da primeira pedra desta Capela. Era o vigário da Paróquia o reverendíssimo Padre Henrique Tozzi, tio do Dr. Francisco Tozzi e que, juntamente com eles estavam os habitantes locais, hóspedes do Hotel Rádium, o bispo da Diocese, Revma. D. João Batista Corrêa Nery e outras autoridades eclesiásticas. Houve a missa, após o lançamento da pedra fundamental e os paraninfos do Ato Cerimonial foi o Conde A. Siciliano, Barão de Vasconcelos e sua esposa, Baronesa de Vasconcelos. A imagem de Nossa Senhora das Graças veio da Itália e o Dr. Tozzi estabeleceu dia 2 de julho como o Dia da Padroeira e assim é até dias atuais. A Capela foi construída sem a torre. Em 1927 a Capela passou por reformas: construíram a torre, o forro foi trocado (estuque) e foram feitas várias pinturas afrescos de motivos religiosos

Nessa foto, década de 20, vemos a igreja Nossa Sra. Das Graças, sem a torre e outras construções, melhorando a estrutura da Estância, já muito procurada na época, graças a fama de cura pelas nossas águas.

Década de 20 e 30 este local está entre a atual Avenida das Nações Unidas e Rua São Paulo. A casa, em primeiro plano foi um armazém e pertenceu a família Vesco.

notícias das curas que aconteciam após o tratamento feito nas thérmas de Lindóia. Outras em forma de agradecimento pelo cura obtida. Outras solicitando o envio de caixas de água das fontes. Esse foi o caso do senador Rui Barbosa que, além de tomar nossa água mineral, aconselhava seus amigos a fazer o mesmo, em uma de suas cartas de 20/05/1921.

Foto da Dona Maricota, primeira professora do período Tozzi. A Escola ficava na Rua Santo António. Para época, uma mulher até que moderna, pois já tocava violão e, certamente, cantava.

Principais funcionários, exceto o frei Boa Ventura, do Dr. Tozzi. Chico Toscano, Américo Páscoli, Arcangelo Brunhara e Armando Fischer.

Em frente a Rua Santo Antonio, em nível mais elevado, separado por um pequeno córrego de água, Dr. Tozzi construiu várias casas para seus trabalhadores, marcenaria, garagem, depósitos, etc., formando a Rua Santa Beatriz. Posteriormente, ele constrói nessa rua sua nova casa.

Rua Santo António, onde residia os empregados do Dr. Tozzi. Eram geminadas, provavelmente construídas por volta do final da década de 10 ou início da década de 20. Sua localização: onde hoje se situa o Hotel Majestic.

No fundo, a primeira casa do Dr. Tozzi; também o seu consultório. Localizava-se onde hoje é a Praça Dr.Vicente Rizzo.

Hotel Senado, localizava-se onde hoje está a caldeira do Balneário. Em um antigo álbum de fotos confeccionado por um militar, foi escrito que teve esse nome por ter hospedado o famoso senador Rui Barbosa.

Década de 20. Construção do Hotel Câmara. Acima o Hotel Catete e, no nível mais baixo, um pequeno represamento da nossa água mineral.

Foto da década de 10 na área onde está o atual Balneário e Hotel Glória. No fundo: Hotel Rádium, acima H. Catete, abaixo o 1º Balneário. Assim começou a grande epopéia de Dr. Tozzi, para fundar uma Estância.

Bicas de água mineral em algum lugar da área do nosso atual Balneário. Nessa época, era comum a presença de leprosos em nossas fontes.

Antigo Bairro da Água Quente com o Morro do Brejal, ex-tendo para o atual Bairro dos Moreiras.

Esta foto, mais nítida, mostra o que era o centro atual de Águas de Lindóia, na época em que Dr. Tozzi veio para cá (1909). Aquela igrejinha foi construída pela família Renzo, em homenagem a N. Sra. de Monteneri e a casa, mais acima, foi o armazém do Sr. Joaquim Lú-cio, mais tarde comprada pelo Sr. Adelino Vieira de Godoi.

Paisagem do Bairro da Água Quente quando na vinda do Dr. Tozzi para cá, em 1909. Hoje é o local onde se situa a Praça Adhemar de Barros. Ainda não havia nem o lago.

No ano em que veio o Dr. Tozzi para cá, em 1909, Águas de Lindóia chamava-se Bairro da Água Quente. Esta foto mostra como era o centro da cidade, Rua São Paulo. Ali localizava a propriedade da Família Renzo que construiu a igrejinha N. Sra. de Montenero e outras casas.

Em 10 de março de 1898, a Cúria Metropolitana de São Paulo nomeava a Igreja de Nossa Sra. Das Brotas do Rio do Peixe como Paróquia. Nesta paróquia, posteriormente, se instalou o padre Henrique Tozzi.

Conforme a Lei nº 639 de 29 de julho de 1899, Lindóia era reconhecida como Distrito de Paz, pertencendo a Serra Negra que já era município com sua comarca. Esta era a situação política de ambas localidades quando Dr. Tozzi veio para cá, em 1909.

Em 15 de março de 1892 foi inaugurado o ramal férreo da Companhia Mogiana, ligando Serra Negra a Campinas, graças a sua importante produção cafeeira, com trabalho dos imigrantes, principalmente de italianos.

A pequena cidade de Serra Negra, nesta época, prosperava graças a economia cafeeira. O Brasil era o maior exportador (inicio séc. XX).

Dr. Tozzi mudou para Serra Negra, no final do ano de 1901.

Recém casados: Dr. Francisco Tozzi e Philomena Pulino (1901).

Dr. Tozzi, ao chegar do Brasil, em 1900, foi morar na Cidade de Socorro. Essa é uma foto atual desta cidade.

A cidade de Nápoles está situada no centro sul da Península Itálica.

Dr. Tozzi nasceu em 18 de junho de 1870, na Itália, em uma comunidade de nome Reíno, próximo da cidade de Benevento, na província de Nápoles, cuja capital tem o mesmo nome.

Dr. Francisco Tozzi com seus 30 anos, quando veio para o Brasil, em 1900. Importante lembrar que ele veio, para cá, acompanhado do seu tio padre, Henrique Tozzi. Dr. Tozzi fixa residência em Socorro e o Padre Henrique se instalará como pároco de Lindóia, que ainda pertencia a Serra Negra.

Abaixo: assinatura do vigário Carmelo D'Angelo.

Carta escrita pelo vigário de Socorro, Carmelo D' Angelo, convidando o Dr. Francisco Antonio Tozzi para vir ao Brasil, nesta cidade, com ótimas perspectivas de um futuro bastante promissor. Data da carta: 28/02/1900

Típico casamento das famílias de imigrantes italianos em nossa região. Nesta foto, casamento da Sra. Páscoa Maria Dizeró Renzo com o Sr. Fortunato Renzo. Filhos de imigrantes italianos e cafeicultores do Bairro da Água Quente ou Fazenda do Pelado, hoje, Águas de Lindóia. (Foto: 1940).

Sr. José Renzo e esposa Maria Buzatta Renzo. Sr. José Renzo foi um dos filhos do pioneiro Frederico Renzo. De origem italiana (Verona), foi cafeicultor (final do séc. XIX até a primeira metade do século XX) no antigo Bairro da Água Quente. Sr. Frederico Renzo foi, também, produtor de vinho. Levava água e vinho para vender em Serra Negra.

Pelo fato de que, ainda predomina na agricultura de nossa região o plantio do café, aqui vemos uma de suas fazendas. O café continua sendo um dos principais produtos da nossa economia de exportação.

Dando seqüência à paisagem do que era o antigo Bairro da Água Quente e a partir de 1938, Thermas de Lindóia, vemos aqui os cafezais que percorriam nossas montanhas, pegando o Bairro do Barreiro, Barrocão e Lindóia. Lembrar que toda nossa região fazia parte da expansão cafeeira do oeste paulista, desde a metade do século XIX.

Parte da cidade que vai em direção ao Bairro dos Moreiras nas décadas de 20 e 30. Notar a plantação de café e milho, em detrimento a menor quantidade de Mata Atlântica.

Foto mostrando o local da Fazenda de Café da Família Renzo, uma das pioneiras que se instalou onde hoje corresponde a Rua São Paulo e Av. das Nações. Seus cafezais abrangia quase todo o centro de nossa cidade. Esta paisagem predominou nas décadas de 10, 20 e 30.

Como era o centro de Águas de Lindóia, atual Praça Adhemar de Barros, por volta das décadas de 10 e 20, quando a base da nossa economia era a cafeicultura. Vemos uma olaria e campo de futebol. Nesta época chamava-se também "fazendas de Pelado".